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História
Lugares
da Gafanha da Nazaré
A Gafanha da Nazaré estava dividida em diversos lugares, fundamentalmente para definir a residência dos seus moradores. As habitações, na sua maioria modestas, eram construídas segundo a disponibilidade de terreno dos gafanhões. Mesmo nos princípios do século XX, as ruas e estradas eram poucas, fazendo-se as ligações às terras vizinhas, aos campos agrícolas ou entre os habitantes por simples caminhos de areia, que o rodado dos carros das vacas iam marcando. Não havia outra forma de indicar, por isso, as moradas dos gafanhões, que por estes areais se foram fixando. Foi, pois, natural a divisão da Gafanha da Nazaré em lugares, com designações que ainda hoje perduram, mas já sem qualquer importância. Presentemente, com ruas baptizadas e numeração das portas, é muito fácil dar com a casa ou pessoa procurada. Para a história, portanto, aqui ficam os lugares da Gafanha da Nazaré: Bebedouro, Cale da Vila, Cambeia, Chave, Forte da Barra, Marinha Velha, Praia da Barra e Remelha (ou Romelha?). Sobre cada lugar hei-de pronunciar-me num futuro próximo. Fonte:
galafanha.blogspot.com
De acordo com
várias fontes, a região das Gafanhas começou
a ser habitada por modestos agricultores no século XVII, havendo
registo de um baptizado, em 1686, como sinal de que as pessoas começaram,
antes dessa data, a viver nestes areais. Os primeiros habitantes eram gente pobre, oriunda dos concelhos de Vagos e Mira, que buscou terras para cultivar. Com esforço sobre-humano, os gafanhões conseguiram transformar dunas estéreis em terra produtiva, aproveitando os moliços que as marés depositavam na borda-d’água. Não eram pessoas que se aventurassem na ria ou no mar, mas cedo descobriram a riqueza que deles podiam extrair. A certeza de que os primeiros habitantes vieram dos concelhos de Vagos e Mira está bem patente nos apelidos que perduram nos dias de hoje: Domingos da Graça, Vechinas, Rochas, Ritos, Covas, Merendeiros, Caçoilos, Sarabandos, Esgueirões, Maguetas, Estanqueiros, Apolinários, Carapelhos, Frescos, Patas, Costas e Creoulos, entre outros. (...) Fonte:
galafanha.blogspot.com
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