História
Lugares da Gafanha da Nazaré

A Gafanha da Nazaré estava dividida em diversos lugares, fundamentalmente para definir a residência dos seus moradores. As habitações, na sua maioria modestas, eram construídas segundo a disponibilidade de terreno dos gafanhões. Mesmo nos princípios do século XX, as ruas e estradas eram poucas, fazendo-se as ligações às terras vizinhas, aos campos agrícolas ou entre os habitantes por simples caminhos de areia, que o rodado dos carros das vacas iam marcando. Não havia outra forma de indicar, por isso, as moradas dos gafanhões, que por estes areais se foram fixando. Foi, pois, natural a divisão da Gafanha da Nazaré em lugares, com designações que ainda hoje perduram, mas já sem qualquer importância. Presentemente, com ruas baptizadas e numeração das portas, é muito fácil dar com a casa ou pessoa procurada. Para a história, portanto, aqui ficam os lugares da Gafanha da Nazaré: Bebedouro, Cale da Vila, Cambeia, Chave, Forte da Barra, Marinha Velha, Praia da Barra e Remelha (ou Romelha?). Sobre cada lugar hei-de pronunciar-me num futuro próximo.

Fonte: galafanha.blogspot.com

 

 

 

 

 

 

 

 

Gafanhas

De acordo com várias fontes, a região das Gafanhas começou a ser habitada por modestos agricultores no século XVII, havendo registo de um baptizado, em 1686, como sinal de que as pessoas começaram, antes dessa data, a viver nestes areais.
Em 1758 era já uma povoação com 14 vizinhos ou fogos e 140 pessoas de sacramento, como se lê em carta de Joaquim da Silveira, publicada, em nota de rodapé, na Monografia da Gafanha, do Padre João Vieira Rezende.

Os primeiros habitantes eram gente pobre, oriunda dos concelhos de Vagos e Mira, que buscou terras para cultivar. Com esforço sobre-humano, os gafanhões conseguiram transformar dunas estéreis em terra produtiva, aproveitando os moliços que as marés depositavam na borda-d’água. Não eram pessoas que se aventurassem na ria ou no mar, mas cedo descobriram a riqueza que deles podiam extrair.

A certeza de que os primeiros habitantes vieram dos concelhos de Vagos e Mira está bem patente nos apelidos que perduram nos dias de hoje: Domingos da Graça, Vechinas, Rochas, Ritos, Covas, Merendeiros, Caçoilos, Sarabandos, Esgueirões, Maguetas, Estanqueiros, Apolinários, Carapelhos, Frescos, Patas, Costas e Creoulos, entre outros. (...)

Fonte: galafanha.blogspot.com